Perspectivas do mercado da soja no Brasil e no mundo em 2018

Ivan Formigoni
mercado da soja

O Farmnews apresenta as perspectivas do Cepea para o mercado da soja no Brasil e nos principais produtores mundiais em 2018.

A oferta de soja em grão na safra 2017/18 pode ficar muito próxima da temporada anterior, enquanto a demanda para esmagamento deve seguir firme e recorde, assim como as ofertas de farelo e óleo.

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As transações no mercado da soja em grão e derivados também devem ser recordes em 2018.

No agregado, a relação estoque final/consumo de soja, no entanto, pouco deve se alterar, cedendo ligeiramente em relação à temporada anterior, indo para 32,6%, mas, ainda assim, nos maiores patamares da história.

Portanto, não é de se esperar grandes alterações nos preços da soja no curto e médio prazos. Somente choques mais expressivos de oferta podem mexer com mais intensidade nas cotações no correr de 2018.

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Segundo dados do USDA, com áreas recordes cultivadas com soja no Brasil e nos Estados Unidos e crescimento do cultivo na Argentina, China, Paraguai, entre outros, a soja ocupará em 2017/18 (safra já colhida no Hemisfério Norte) 126,5 milhões de hectares, 5,1% a mais que na temporada anterior. Porém, espera-se que a produtividade se reduza em 5,5%, depois de ter tido crescimento de quase 12% na temporada anterior.

Por enquanto, a estimativa é que a oferta agregada possa ficar 0,8% menor que na temporada passada, em 348,5 milhões de toneladas. O USDA estima produção de 108 milhões de toneladas no Brasil (-5,35%) e de 57 milhões de toneladas na Argentina (-1,38%); se isso se confirmar, os Estados Unidos seriam os únicos com produção recorde nesta temporada, a 120,43 milhões de toneladas (+3%).

A demanda por soja para esmagamento segue crescente, que, no agregado, deve ter elevação de 4,7%, para 301,6 milhões de toneladas. Na Argentina, o aumento no esmagamento é estimado em 3,56%, a 44,84 milhões de toneladas; nos Estados Unidos, 2,16%, a 52,79 milhões de toneladas, e no Brasil, de 2,7%, a 42 milhões de toneladas.

O aumento no processamento é puxado pelas demandas por farelo e óleo de soja. A demanda por farelo de soja é estimada pelo USDA em 233,8 milhões de toneladas, 5,2% a mais que na temporada passada. Para o óleo, a demanda é prevista em 56 milhões de toneladas, 4,1% a mais que em 2016/17.

Com demanda crescente pelo grão e derivados, as transações no mercado da soja também seguem em alta. Segundo o USDA, 150,4 milhões de toneladas de soja em grão devem ser transacionadas mundialmente, 4,2% a mais que na temporada 2016/17.

Entre os países que devem aumentar as importações, a China é o principal, com 97 milhões de toneladas (+3,75%), seguida pela União Europeia, com 14 milhões de toneladas (+4,6%), México (+4,2%), Japão (+3,9%), Tailândia (+2,4%) e Egito (+32,4%).

Do lado da exportação, estima-se que o Brasil exporte 65,5 milhões de toneladas na temporada 2017/18, 3,7% a mais que em 2016/17. Para os Estados Unidos, são previstos embarques de 60,6 milhões de toneladas (+2,4%) e, para a Argentina, 8,5 milhões de toneladas (+21%).

Clique aqui e veja os dados finais do mercado da soja do Brasil para exportação em 2017!

A demanda mundial por soja está firme. A preferência de produtores em cultivar a soja em detrimento de outros grãos e cereais mantém estável a oferta da oleaginosa na safra 2017/18. Porém, ao longo dos anos, observa-se que a rentabilidade de produtores está em queda e as margens de esmagadores não se ampliam.

O Farmnews apresenta as perspectivas do Cepea para o mercado do milho no Brasil e nos principais produtores mundiais em 2018. Clique aqui!

Adaptado do Cepea

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