Compra de terras agrícolas no Brasil pela China: ameaça silenciosa aumenta!

Bruna Forte
Farmnews

A compra de terras agrícolas no Brasil pela China vem acontecendo de modo silencioso e já acende sinal de alerta entre produtores, juristas e especialistas em soberania territorial.

A presença silenciosa e cada vez mais ampla, da compra de terras agrícolas no Brasil pela China, o que inclui os arrendamentos, tem acendido um sinal de alerta entre produtores rurais, juristas e especialistas em soberania territorial. Embora disfarçada sob o discurso de “parcerias estratégicas”, essa movimentação evidencia um avanço geopolítico calculado que afronta preceitos constitucionais, ameaça o controle nacional sobre nossos recursos naturais e coloca em risco a autonomia produtiva do agronegócio brasileiro.

- Advertisement -

A China é, sem dúvida, o maior parceiro comercial do Brasil no setor agropecuário, em 2024, as exportações brasileiras para o país asiático somaram impressionantes US$49,7 bilhões, representando mais de 30% de todo o volume exportado pelo agronegócio nacional. No entanto, essa dependência comercial crescente não pode cegar o país para os riscos estruturais e estratégicos que ela acarreta.

O Farmnews inclusive tem destacado dados que mostram a participação chinesa no agronegócio brasileiro, em especial no mercado de exportação de carne bovina ao longo dos últimos anos. Clique aqui!

- Advertisement -

Nos últimos anos, como parte de sua política global de segurança alimentar e domínio de cadeias produtivas, a China tem intensificado seus investimentos no País. A aquisição e arrendamento de terras em regiões altamente produtivas e estratégicas, como o Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia).

Como parte da política de segurança alimentar e domínio de cadeias produtivas estratégias, a compra terras agrícolas no Brasil pela China tem aumentado!

Um exemplo emblemático é o da estatal chinesa Hulunbuir State Farm Group, que obteve autorização para iniciar o cultivo de grãos no território brasileiro sob o argumento de promover intercâmbio tecnológico e desenvolvimento sustentável, uma justificativa que, em muitos casos, serve como fachada para avançar sobre ativos nacionais de alto valor estratégico.

Restrições legais à aquisição de terras por estrangeiros

Contudo, o que está em jogo é muito mais profundo, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 190, é clara ao afirmar que a aquisição ou o arrendamento de terras por estrangeiros deve ser regulado e limitado por lei. A Lei nº 5.709/1971, recepcionada pela Constituição, estabelece que:

  • A soma das áreas rurais pertencentes a estrangeiros não pode ultrapassar 25% da superfície de cada município;
  • Cidadãos ou empresas de uma mesma nacionalidade não podem possuir mais de 10% da área total do município;
  • Aquisições que violem essas limitações são nulas de pleno direito.

Ainda assim, empresas com capital estrangeiro têm utilizado artifícios jurídicos como o controle acionário de empresas formalmente brasileiras para driblar a legislação e expandir sua influência. Trata-se de uma manobra que desafia os pilares da legalidade e da soberania e tudo sob a autorização do poder executivo, bypassando o Congresso, poder responsável por expedir ou não as autorizações.

Exploração de minerais estratégicos e terras raras

Paralelamente, a cobiça chinesa também se estende a setores de altíssimo valor estratégico: os minérios e as terras raras. O Brasil possui a terceira maior reserva mundial desses elementos, indispensáveis para tecnologias de ponta como semicondutores, baterias e sistemas de energia limpa, o qual o Brasil não pode explorar e quando alguma autorização é expedida com processos longos burocráticos para emissão de licenças, partidos ideológicos em conjunto com ONGs estrangeiras acionam diretamente o Supremo Tribunal Federal para que as licenças sejam bloqueadas.

Não por acaso, a China que detém 90% da produção mundial tenta ampliar sua hegemonia por meio da exploração de jazidas brasileiras, muitas vezes sem os devidos controles ambientais e sociais, como o caso da aquisição da empresa Taboca pela China Nonferrous Trade (CNT). Essa ofensiva não é apenas uma questão econômica, é uma ameaça direta à nossa independência produtiva e ao controle sobre recursos essenciais. A dependência de países que, historicamente, não demonstram compromisso com princípios democráticos, ambientais e trabalhistas representa um risco geopolítico real.

Mas o que vemos é que quando os interesses financeiros e políticos estão em primeiro lugar, a responsabilidade socioambiental e nossa soberania se transforma em um indicador de baixa prioridade.

Como o produtor rural pode se resguardar?

No cenário do Agro, o produtor rural precisa se posicionar com firmeza para evitar cair em armadilhas jurídicas, financeiras e estruturais, o número de produtores em recuperação judicial cresceu nos últimos anos, em parte pela fragilidade na gestão, em parte pela pressão de grandes grupos e fundos internacionais e esse manicômio tupiniquim que vivemos hoje.

Segurança Jurídica e Proteção Patrimonial

É essencial que os produtores estejam atentos às legislações vigentes, evitem contratos leoninos com empresas estrangeiras e tenham assessoria jurídica especializada. A transparência nos registros fundiários e a legalidade nas transações devem ser premissas inegociáveis. A educação jurídica como pauta de apoio deve estar disponível para eles, seja em cursos ou até mesmo iniciativas coletivas oferecidas por cooperativas e associações.

Outro assunto muito importante para que o produtor fique alerta, é referente a ADPF 743, que determina que a União desaproprie terras que tenham sido alvo de incêndios criminosos ou de desmatamento ilegal.   

Governança e Gestão Financeira Profissionalizada

Adotar práticas de governança rural, com controles financeiros, documentais, análise de riscos e planejamento tributário eficiente, é vital para evitar o endividamento e a judicialização do negócio. A estruturação de holdings familiares, consórcios e parcerias sustentáveis pode ampliar a competitividade sem abrir mão do controle da terra.

Enquanto o setor não entender que a propriedade é uma empresa, e que são necessários os mecanismos de gestão para garantir a longevidade do bem, veremos muitas perdas financeiras e de propriedade.

Economia Verde Positiva como Estratégia de Defesa

Ao investir em práticas regenerativas e estratégias de monetização da sua produção, o produtor pode acessar novos mercados e créditos verdes. Projetos ancorados na Economia Verde Positiva fortalecem o protagonismo do produtor como guardião da terra e ampliam sua autonomia econômica, além de posicioná-lo como agente ativo nas negociações de políticas públicas.

A Forte Field Group atua justamente nesse ponto de virada: apoiando o produtor na profissionalização da gestão da propriedade, ampliando sua visão estratégica e orientando sua entrada em mercados sustentáveis e de alto valor agregado. Com estrutura consultiva e soluções personalizadas, oferece suporte e educação jurídica, financeira, técnica e ambiental para que o produtor rural mantenha sua autonomia, amplie sua competitividade e explore as oportunidades da nova economia verde positiva.

Soberania não se terceiriza!

O avanço chinês sobre as terras e recursos estratégicos do Brasil não pode ser visto como um mero fluxo de investimento estrangeiro. Trata-se de uma manobra geopolítica que afronta a Constituição, desrespeita a soberania e compromete a segurança alimentar e energética nacional.

O agronegócio brasileiro, que tem raízes familiares e é parte essencial da identidade nacional, não pode ser reduzido a ativo de mercado global. É hora de fortalecer a governança da terra, proteger o produtor rural, orientá-lo no que for necessário via educação jurídica, financeira e ambiental, e fazer da sustentabilidade uma estratégia de resistência.

Vamos juntos transformar os desafios em oportunidade!👉 Conecte-se com a Forte Field Group: pelo Linkedin: https://www.linkedin.com/company/forte-field-group📞 Fale com a Bruna peço whatsapp: 11 98697-1673 📞

O Farmnews agora tem uma Comunidade! Mais privacidade e organização para interagir de modo seguro com nossos leitores! Clique aqui e faça parte!

Share This Article
Atuo há 25 anos no mercado corporativo em projetos e consultorias que envolvem tecnologia, ESG, marketing e inovação, trilhei e consolidei uma trajetória em multinacionais de tecnologia atuando estrategicamente nos segmentos da indústria e produção, cadeias produtivas do agro e setor público.Sou especialista em estratégias sustentáveis e de inovação, com o foco na Nova Economia Verde Positiva, liderando projetos que integram a jornada da transformação ESG, nos processos das empresas, impulsionando a competitividade, comunicação assertiva, educação e promovendo a gestão contínua das melhores práticas nos ambientes de negócios.Tenho expertise na estruturação de novos negócios e transformação organizacional, desenvolvendo diagnósticos, diretrizes estratégicas, políticas corporativas e gestão humanizada de equipes, apoiando empresas na implementação de estratégias corporativas e métricas de impacto.Estabeleço articulações e parcerias público-privadas, com o fim de criar conexões que facilitem empresas desenvolver soluções socioambientais inovadoras de impacto na sociedade.Minha experiência no mercado corporativo e ESG pavimentou minha atuação em outras soluções de negócios, em especial no desenvolvimento de projetos de comunicação visual corporativa e industrial com foco no ecodesing, abordando a sustentabilidade para criar experiências de clientes e estratégias de branding para o mercado do Agro.Acredito que toda estrutura de comunicação assertiva e a educação transformadora, são ferramentas poderosas para gerar impacto positivo na sociedade e na criação de pontes entre o campo e a cidade.