O mercado de trabalho no agronegócio do Brasil em 2017

Ivan Formigoni
mercado de trabalho no agronegócio

Confira os dados do mercado de trabalho no agronegócio brasileiro em 2017!

Pesquisas do Cepea/Esalq mostram que o total de ocupados no mercado de trabalho no agronegócio brasileiro caiu 2,2% entre os 3 primeiros trimestres de 2017 e o mesmo período de 2016, o equivalente a 264 mil pessoas.

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Segundo pesquisadores, a queda das ocupações no setor relaciona-se principalmente ao segmento primário, em que a baixa foi de 6,4% (ou de 580,5 mil pessoas). Diante desse movimento, tem-se que 18,2 milhões de pessoas, em média, ocuparam-se em atividades relacionadas ao agronegócio, representando pouco mais de 20% do total de ocupados no País.

As diminuições mais relevantes do mercado de trabalho no agronegócio ocorreram para trabalhadores por conta própria (-6,3%) e para empregados com carteira assinada (-2,1%). Por outro lado, os pesquisadores indicam que o número de empregados sem carteira assinada e de empregadores aumentou, 2,6% e 12,4%, respectivamente.

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No caso de pessoas sem instrução, houve redução das ocupações no agronegócio frente a 2016. Para as demais categorias de instrução, houve aumento das ocupações, especialmente para aqueles com Ensino Superior (completo ou incompleto), categoria para a qual a elevação foi de 6,4%.

Pesquisadores do Cepea destacam que, apesar da redução observada no total de ocupados no agronegócio, o rendimento médio do trabalho do trabalhador do setor aumentou em 2017, para as 3 categoriais analisadas: 2,8% para empregados e outros, 13,2% para empregadores e 5,8% para trabalhadores por conta própria.

Considerando os preços do terceiro trimestre de 2017, para os empregados no setor, o rendimento médio mensal foi de R$1.678; para os empregadores, de R$5.526; e, para os trabalhadores por conta própria, de R$1.232.

Com relação ao mercado de trabalho no agronegócio nos estados brasileiros, a maior concentração fica nos 5 estados: São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná. Por outro lado, os estados com maior participação do agronegócio no mercado de trabalho estadual foram Mato Grosso, Rondônia, Piauí, Maranhão e Pará.

De modo geral, para os estados das regiões Norte e Nordeste, o segmento primário do agronegócio tem um maior peso na distribuição dos postos de trabalho do setor. Por outro lado, para os estados do Centro-Sul, parte relevante dos trabalhadores do agronegócio está nos elos industriais e de serviços vinculados ao setor.

Analisando por segmento, tem-se que, enquanto 60% da agroindústria se concentra nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, o segmento primário tem uma distribuição espacial relativamente mais homogênea, com destaque para Minas Gerais e Bahia, mas também para a região Sul e partes do Norte e Nordeste.

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Adaptado do Cepea

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