Preço do boi gordo cotado acima da carne no atacado na parcial de julho

Ivan Formigoni
carne no atacado

Na primeira quinzena de julho, preço da arroba do boi gordo supera a da carne no atacado.

Pois é, o preço da arroba do boi gordo ficou mais cara que a arroba da carne bovina no atacado. E com relação ao preço dos cortes no atacado, vale lembrar que na parcial de 2020 o preço dos cortes apresentaram comportamento distinto, com alta dos cortes do dianteiro e ponta de agulha e queda nos cortes do traseiro (clique aqui).

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E neste mês de julho, a arroba do boi gordo, segundo indicador Cepea, voltou a ser negociada a valores acima dos observados para a carcaça casada (mercado atacadista da Grande São Paulo).

Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é resultado do ritmo de alta nos preços do boi acima do observado para a carcaça. Na parcial de julho (até o dia 15), o indicador do boi gordo registra média de R$219,51 por arroba e a carcaça casada de boi, de R$216,30 por arroba, com respectivos avanços de 4,6% e de 2,48% frente às do mês anterior.

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Pois é, mas ainda com uma menor valorização comparada ao boi gordo, a carne no atacado tem apresentado um ágio grande frente as carnes concorrentes, como a de frango. Isso tem diminuído a competitividade da carne bovina no mercado doméstico (clique aqui).

Dentre os principais mercados, o consumo de carne bovina no Brasil deve ser um dos mais afetados pela COVID-19. Clique aqui e confira os dados de consumo esperado para 2020 nos maiores mercados mundiais!

Já no ano, enquanto a média mensal do boi sobe 0,65%, a carne se desvaloriza 5,36%.  Diante disso, o animal para abate nesta parcial de julho é negociado a 3,21 Reais por arroba acima da carne no atacado. Trata-se da maior vantagem do animal sobre a carne desde agosto de 2016, quando o boi gordo era negociado R$11,7/@ acima da carcaça casada. Todas as comparações foram realizadas com médias reais, deflacionadas pelo IGP-DI.

E por falar em carne no atacado, apesar da atenção mundial esteja agora mais relacionada aos efeitos da COVID-19, a febre suína continua a se espalhar e preocupa também a Europa! Clique aqui e confira!

Adaptado do Cepea

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